MUSA
Renan Baddauy

Não falta palavra. Não falta poesia. Não falta o verso. Não falta tempo. Não falta o tom. Não falta nota. Não falta o fraseado. Não falta pulso. Não falta melodia. A poesia silencia a fala. O teatro, a imaginação, a trama. O drama, a plasticidade, os efeitos sensoriais. O cinema, o enredo, o samba. A moda, o hit, o visual. A cena, o roteiro, o palco de emoções. O compositor. De que lado fica o limite... Desse impossível... Vive no segredo. Vive no quase, no semi, no meio. Vive sem precisar, no gesto, no verbo. Descrito no avesso. Vive no brilho, no traço. Na tonalidade, no espaço, na luz. No reflexo, o espelho. Vive em perspectiva. Na fuga deste objeto. Na falta deste desfecho... No fim desta trilha. Mais sublime. Mais distante. Mais real.


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